Segundo Domenicali, a Fórmula 1 também manterá o formato Sprint, embora em menos da metade das etapas do calendário. A combinação entre formato esportivo e discussão técnica ganhou peso com a mudança do cenário industrial e com a necessidade de reavaliar prioridades ligadas à eletrificação.
Debate técnico inclui peso dos carros e combustíveis sustentáveis
Domenicali citou que o momento atual exige uma nova avaliação sobre os rumos da categoria. “Não acho que haveria um efeito negativo se estivermos falando de reduzir em duas ou três voltas”, disse o dirigente ao tratar da possibilidade de encurtar as corridas.
No debate sobre o futuro da F1, ele também destacou a importância dos combustíveis sustentáveis e de carros mais leves. Ao comentar a origem dessa discussão, afirmou: “Quando a mudança de regulamento que estamos vivendo hoje foi discutida, parecia que o futuro era definido pela eletrificação”.
Sprint segue no calendário, e F1 mira crescimento sustentável de público
Além de afastar a ideia de abandonar as Sprints, Domenicali indicou que o formato continuará como parte do produto da categoria, sem ocupar a maior parte da temporada. A avaliação acontece enquanto a F1 tenta consolidar o crescimento recente de audiência.
De acordo com Domenicali, a idade média do público da Fórmula 1 caiu de 57 para 34 anos, e cerca de 40% da base de fãs hoje é formada por mulheres. O dirigente também apontou China, América do Sul, Extremo Oriente e África como regiões com potencial de expansão.
Ao falar sobre esse processo, Domenicali afirmou que a categoria precisa sustentar esse avanço no longo prazo: “Devemos evitar que seja um pico de crescimento que depois nos abandone”.