Segundo a decisão, Gasly voltou a receber duas penalidades de cinco segundos por excesso de velocidade nos boxes. Com isso, ele caiu de terceiro para sétimo, e Isack Hadjar foi recolocado na terceira posição.
Briatore direcionou as críticas a Filippo Marchino, um dos quatro juízes que participaram do julgamento do recurso. Marchino já havia participado de um evento da McLaren em 2018, no MSO Beverly Hills, e lidera a One Drop Foundation, organização que recebeu doações de dois ou três carros da McLaren.
“É bastante estranho ter uma pessoa no painel com ligação com uma equipe”, afirmou Briatore. Em outra crítica à formação da banca, o chefe da Alpine disse: “Nossa grande pergunta é esta: por que alguém com envolvimento com a McLaren fez parte do painel?”
Recurso mudou novamente o resultado de Gasly
As punições tinham sido inicialmente anuladas depois de a Alpine apontar um erro na medição do pit lane. De acordo com as informações do caso, uma diferença de 77 centímetros na configuração das zonas de medição influenciou o cálculo da velocidade média dos pilotos.
McLaren e Red Bull recorreram da decisão anterior, e a Corte Internacional de Apelação restabeleceu as sanções. A FIA comunicou o desfecho em 4 de setembro de 2026.
McLaren rebate acusações sobre o processo
Andrea Stella, chefe da McLaren, contestou publicamente as declarações de Briatore e defendeu a condução do julgamento. “As acusações são graves e o julgamento seguiu os mais altos padrões”, disse.
Stella também classificou a linha de argumentação contra a McLaren como ofensiva à equipe. Já Briatore, embora tenha atacado a composição do painel, afirmou após a audiência: “Aceitamos o resultado da audiência.”
O caso teve origem em punições por excesso de velocidade nos boxes durante o GP de Mônaco, em que cinco pilotos foram penalizados. A Mercedes chegou a considerar um pedido de revisão, mas decidiu não prosseguir.