Newey passou a integrar a Aston Martin pouco depois do início da temporada 2025 da Fórmula 1. Ele detém 17.287 ações ordinárias classe D, classificadas como ações de incentivo a empregados. Pela avaliação de US$ 3,4 bilhões atribuída à Aston Martin, essa fatia tem valor estimado em cerca de US$ 159,8 milhões.
Em descrição ligada à sua entrada na estrutura acionária, o próprio Newey foi tratado como alguém com papel além do de um empregado padrão. Em tradução, a definição foi a de que “o papel dele era mais significativo do que o de um funcionário comum”.
Estrutura de ações dá peso econômico a Newey
A participação foi montada dentro de um modelo de “alphabet shareholding”, sistema em que diferentes classes de ações carregam direitos distintos. Nesse desenho, Newey aparece com mais direitos do que Woody Johnson, que tem pouco mais de 1% de participação, embora haja ressalvas sobre o tamanho exato do investimento do empresário.
As regras dessa fatia também impõem uma trava clara: Newey só pode realizar o valor de sua participação depois de março de 2030, a menos que Lawrence Stroll venda sua posição antes disso. Se deixar a Aston Martin antes desse prazo, perde a participação.
Lawrence Stroll mantém o controle da equipe
Mesmo sem uma fatia majoritária isolada, Lawrence Stroll continua no comando da Aston Martin. Considerando o Yew Tree Consortium, ele tem cerca de 33% do total de ações, mas preserva o controle da estrutura.
A revelação sobre a participação societária de Newey surge em meio a uma fase de resultados discretos da Aston Martin na pista. Após a estreia de uma atualização de chassi na Hungria e da introdução de novas peças para aumentar a pressão aerodinâmica, Fernando Alonso obteve o melhor resultado da equipe no ano com o nono lugar, enquanto críticas ao desempenho em curvas e à eficiência aerodinâmica seguiram no debate público.