Ao tratar do tema, Vasseur resumiu a posição da Ferrari de forma direta: “Sim, mas não fizemos tudo o que ele queria”. O dirigente também indicou que parte das sugestões apresentadas pelos pilotos fica fora do escopo de ação da equipe.
Ferrari mantém a mesma linha com qualquer piloto
A fala de Vasseur foi feita no contexto da adaptação de Hamilton à Ferrari, processo que envolveu pedidos técnicos e também ajustes na dinâmica interna da equipe. De acordo com o chefe da Ferrari, o time adota o princípio de não ceder a todas as demandas de nenhum piloto, mesmo quando as observações fazem parte do trabalho normal de desenvolvimento do carro.
Esse cenário inclui também episódios de gestão de corrida. Hamilton demonstrou incômodo por Charles Leclerc não ter recebido instrução para deixá-lo passar, um sinal de que as discussões entre piloto e equipe não ficaram restritas apenas ao acerto do carro.
No aspecto técnico, a Ferrari trabalha dentro de limitações que influenciam esse tipo de decisão. As regras de teto orçamentário impactam diretamente o que pode ou não ser incorporado ao projeto ao longo da temporada, e Vasseur indicou que isso ajuda a explicar por que nem todas as solicitações podem ser atendidas.
Chegada de Hamilton mudou processos internos
Vasseur também descreveu a entrada de Hamilton como um movimento que alterou rotinas da Ferrari. Para ele, a integração de um piloto com esse perfil pode trazer mudanças positivas ao funcionamento do time. “É bom mexer um pouco no sistema”, afirmou.
Hamilton chegou à Ferrari depois de 12 temporadas de sucesso na Mercedes, período em que conquistou seis títulos mundiais. Segundo Vasseur, os resultados mais recentes do piloto ajudaram a validar a decisão da Ferrari de contratá-lo.
A tendência é que a Ferrari apresente em breve uma proposta de novo contrato de longo prazo para Hamilton.