A Aston Martin também confirmou que a velocidade em reta continua sendo um problema, inclusive após Alonso ter marcado pontos. O cenário mantém a pressão sobre a parceria, porque a equipe avalia alternativas de fornecimento de motor caso a Honda não consiga entregar evolução suficiente.
Honda reconhece falta de potência, mas rejeita rótulo de fracasso
Shintaro Orihara, chief trackside officer da Honda HRC, disse que a fabricante não considera a Spec 2 um projeto fracassado. “Nós não consideramos a Spec 2 um fracasso”, afirmou. Segundo ele, os obstáculos fazem parte do processo de desenvolvimento: “Enfrentar esses desafios é uma parte necessária do processo de desenvolvimento.”
Ao mesmo tempo, Orihara reconheceu que os dados de desempenho refletem uma entrega de potência abaixo do ideal na nova especificação. A atualização tinha como objetivo atacar as principais limitações do conjunto depois de um começo de campeonato abaixo do esperado.
Velocidade em reta segue como ponto crítico na Aston Martin
Além das reclamações dos pilotos sobre a unidade de potência, dirigentes da Aston Martin já admitiram que a equipe segue perdendo desempenho em reta. Orihara também mencionou que Alonso fez elogios ao carro durante a corrida: “O Fernando também elogiou isso durante a corrida”, em referência ao comportamento do chassi.
Isso indica que a separação entre o rendimento do carro e o da unidade de potência continua sendo um tema central na avaliação interna da equipe, que ainda busca melhorar dirigibilidade e controlar fatores ligados ao desgaste de pneus.
Problema não deve ser resolvido de imediato
A expectativa da Honda é que essa limitação não seja corrigida a tempo da próxima etapa citada pela própria fabricante. Enquanto isso, a Aston Martin considera outras possibilidades para o futuro do fornecimento de motores, incluindo conversas envolvendo Mercedes e também a Red Bull.