Até aqui, não há anúncio formal, mas a movimentação coloca a empresa de material esportivo em negociação direta com a gestão comercial da F1. Um dos pontos que podem dificultar um acerto é o compromisso atual da categoria com a Puma, fator que aparece como obstáculo para uma eventual entrada da Nike em escala mais ampla.
Patrocínio e produtos oficiais estão entre as opções discutidas
As conversas não se limitam a uma presença institucional no paddock. Entre os formatos debatidos estão ações de patrocínio e o desenvolvimento de produtos oficiais licenciados da Fórmula 1, o que abriria espaço para uma atuação comercial da Nike além da simples exposição de marca em eventos.
A presença dos executivos em Miami foi um dos sinais mais concretos de aproximação. Em vez de um movimento restrito ao interesse de mercado, houve contato com a FOM em torno de um acordo possível, ainda sem definição pública sobre formato, alcance ou prazo.
Cadillac surge como elo visível da aproximação
A Cadillac apareceu como um dos pontos de contato mais claros entre a Nike e o ambiente da Fórmula 1. Membros da equipe foram vistos com itens da marca, e Dan Towriss, CEO da Cadillac, além de sua esposa, receberam pares personalizados do modelo Nike Dunk Low.
O nome da Cadillac também entra na história porque a empresa mantém conversas constantes com a Nike, embora ainda não exista acordo formal entre as partes. Esse relacionamento ajuda a explicar a presença cada vez mais frequente da marca esportiva no entorno da F1.
Outros sinais dessa aproximação surgiram nos testes de pré-temporada, quando Valtteri Bottas e Sergio Pérez usaram tênis da Nike. Somados à presença de executivos em Miami e ao contato com a FOM, esses episódios mostram uma marca já inserida no circuito comercial da categoria, ainda que sem parceria oficial anunciada.