Mazzola, que trabalhou na Ferrari entre 1988 e 2009, citou a situação do campeonato para sustentar sua avaliação. Hamilton aparece 59 pontos atrás do líder, enquanto a disputa segue aberta também entre rivais diretos. Segundo ele, uma escolha agora poderia comprometer o outro lado da garagem.
“Não há razão para estabelecer uma hierarquia”, disse Mazzola ao comentar a condução da Ferrari entre seus dois pilotos.
Mazzola vê risco de prejudicar um dos lados
Na avaliação do ex-engenheiro, qualquer movimento para favorecer um piloto neste estágio poderia atrapalhar a briga do outro no campeonato. O argumento apareceu no momento em que a Ferrari passou a ser pressionada por uma definição mais clara sobre quem deve receber prioridade nas corridas decisivas da temporada.
O debate ganhou força depois do GP da Holanda, quando a equipe optou por não recorrer a ordens de equipe. A escolha dividiu opiniões e manteve em discussão se Hamilton deveria ter recebido um tratamento diferente dentro da estratégia da corrida.
Glock critica execução da Ferrari em Zandvoort
Se Mazzola apoiou a ausência de hierarquia, Timo Glock fez críticas diretas à forma como a Ferrari administrou a prova em Zandvoort. Para o ex-piloto, o problema esteve na execução estratégica da equipe durante a corrida.
“Sempre tem um porém com a Ferrari”, afirmou Glock. Em seguida, ele foi ainda mais duro: “A Ferrari deu uma aula de como não fazer as coisas.”
Glock também defendeu que, se a Ferrari quer se manter com peso real na disputa do Mundial, precisa agir de forma mais incisiva. “Se você quer ter voz ativa no Campeonato Mundial, então você tem que tentar”, declarou.
Mazzola também levou em conta o cenário mais amplo da temporada ao citar que Kimi Antonelli está empatado com George Russell no campeonato, o que, na visão dele, reforça o risco de uma decisão interna precipitada na Ferrari prejudicar a disputa de um de seus pilotos.