Piastri resumiu a expectativa ao dizer que a pista italiana deve apresentar um cenário próprio para a McLaren. “Monza vai ser uma história completamente diferente por vários motivos”, afirmou. A preocupação passa pelas características do traçado, conhecido como o mais rápido da Fórmula 1, em que a eficiência aerodinâmica tem peso ainda maior ao longo da volta.
Alto arrasto do MCL40 vira ponto central para o fim de semana
A própria McLaren reconhece que o chassi MCL40 carrega bastante arrasto aerodinâmico, um aspecto que pode cobrar preço alto em Monza. Em um circuito de velocidades tão elevadas, qualquer dificuldade para reduzir resistência ao avanço tende a aparecer com mais clareza do que em pistas de perfil diferente.
O histórico recente do circuito ajuda a explicar a cautela. Em 2025, Monza teve quebra do recorde de volta mais rápida na classificação e também do recorde de tempo de corrida, um indicativo do nível de exigência imposto aos carros em busca de velocidade máxima e eficiência nas retas.
Piastri também cita problemas de comportamento do carro
Além da preocupação com o arrasto, Piastri mencionou limitações no comportamento do carro quando a McLaren não consegue extrair desempenho. “A traseira do carro é muito difícil de pilotar”, disse o piloto ao descrever os problemas que afetaram a dirigibilidade em determinados momentos.
Em outra avaliação sobre corridas em que o time não encontrou competitividade suficiente, Piastri foi direto: “O ritmo simplesmente não esteve lá”. As declarações colocam Monza como uma referência importante para entender se a McLaren conseguirá sustentar a sequência recente de resultados também em um traçado extremo, no qual as características do carro tendem a ficar mais expostas.
A etapa italiana abre um recorte relevante para a equipe porque une dois fatores já identificados internamente: a boa fase recente com Norris e a necessidade de verificar como o MCL40 responde quando o circuito exige menos arrasto e alta velocidade de forma constante.