Monza foi inaugurado em 3 de setembro de 1922, após uma construção concluída em apenas três meses com mais de 3.000 trabalhadores. O circuito foi o terceiro autódromo do mundo erguido especificamente para corridas, depois de Brooklands e do Indianapolis Motor Speedway, e recebeu o Grande Prêmio da Itália já no ano seguinte à abertura.
Trecho de concreto entrou no circuito em 1954
A curva inclinada de concreto foi adicionada ao traçado em 1954. Com inclinação de até 80%, o trecho recebeu a Fórmula 1 em quatro oportunidades e hoje é considerado impraticável para a categoria moderna.
Uma das passagens mais marcantes da F1 pelo trecho veio em 1955, quando Juan Manuel Fangio venceu em Monza e conquistou seu terceiro título mundial. A combinação de velocidade e inclinação, porém, também transformou a curva em um dos pontos mais controversos do circuito.
Em 1960, a maioria das equipes britânicas boicotou a prova por causa dos riscos da curva inclinada. No ano seguinte, o acidente fatal de Wolfgang von Trips matou 15 espectadores. O trecho acabaria abandonado de forma definitiva em 1969, depois da disputa dos 1000 km de Monza.
Campanha reuniu apoio de Stirling Moss e John Surtees
Mesmo sem uso esportivo, a curva passou a ser tratada como parte do patrimônio histórico de Monza. A campanha “Salve a Curva Inclinada de Monza” contou com apoio de Stirling Moss, que resumiu a relevância do local ao afirmar: “A curva inclinada é uma parte importante da história do automobilismo”.
John Surtees também participou do movimento pela conservação da estrutura. “Preservar a curva é preservar a história da Fórmula 1”, disse o ex-piloto.
Investimentos e obras de recapeamento realizados em 2014 ajudaram na conservação da curva, que segue como uma das imagens mais emblemáticas de Monza apesar de não receber corridas da Fórmula 1 desde os anos 1960.