Questionado sobre o peso desse avanço técnico nos próprios planos, Alonso respondeu de forma direta: “Não é importante.” A declaração veio num momento em que a Aston Martin ainda tenta entender com mais clareza o efeito das mudanças levadas ao carro nas últimas semanas.
Honda leva nova unidade de potência enquanto Aston Martin tenta validar pacote
A Honda estreou na Holanda sua primeira atualização de motor da temporada. A novidade chegou pouco depois de a Aston Martin ter colocado em pista, em Budapeste, uma atualização de chassi, num campeonato que começou de forma complicada para a equipe.
Alonso indicou que, neste estágio, a prioridade não é medir imediatamente o quanto o carro ganhou em desempenho em relação aos rivais, mas checar se o comportamento na pista confirma o que havia sido desenvolvido anteriormente. Segundo ele, “seria bom confirmar que tudo está funcionando como esperado”.
O foco interno, portanto, está menos em um número exato de ganho e mais na consistência entre o que foi projetado na fábrica e aquilo que o carro realmente entrega. Esse processo de validação passa agora por duas frentes recentes de atualização: o chassi levado em Budapeste e a nova unidade de potência introduzida pela Honda.
Distância para a frente do grid ainda limita leitura imediata
Ao comentar o estágio atual da Aston Martin, Alonso também relativizou qualquer expectativa de uma resposta rápida sobre o tamanho do avanço obtido. Para ele, a posição da equipe no momento ainda dificulta transformar a atualização em uma referência objetiva de quanto foi recuperado.
“Estamos muito atrás para realmente nos preocuparmos com um número”, disse o bicampeão. A fala se encaixa no cenário da equipe, que busca primeiro confirmar o funcionamento do pacote técnico antes de tirar conclusões mais amplas sobre competitividade.
Alonso não confirmou permanência na Fórmula 1 para 2027, enquanto a Aston Martin segue usando as atualizações recentes para verificar se o que foi desenhado na fábrica aparece de forma consistente no carro.