Wolff resumiu a situação de forma direta: “Não temos dinheiro para implementar desenvolvimentos no carro”. A resposta de Stella veio no mesmo tom: “Eu gostaria de acreditar em você, mas, na verdade, não acredito”.
A discussão acontece num momento em que McLaren e Ferrari já fizeram melhorias significativas em seus carros recentemente, enquanto a Mercedes planeja apresentar um pacote de atualizações mais abrangente mais adiante. Stella também afirmou que a equipe alemã segue trabalhando no projeto: “A Mercedes vai aproveitar o desenvolvimento que certamente está ocorrendo nos bastidores”.
Mercedes adia pacote maior enquanto rivais já levaram novidades
O ponto central do debate é o ritmo de desenvolvimento ao longo da temporada. De um lado, Mercedes sustenta que há uma limitação financeira para implementar novidades de imediato. Do outro, a McLaren trata com ceticismo a alegação e aponta que o trabalho técnico continua acontecendo, mesmo que a estreia das peças fique para depois.
Segundo o planejamento já indicado pela Mercedes, esse pacote maior deve aparecer em outubro, na Malásia. Até lá, o contraste permanece com Ferrari e McLaren, que já colocaram em prática atualizações recentes em seus carros.
Teto de gastos e regulamento de 2027 entram no pano de fundo
A discussão sobre verba para desenvolvimento também passa pelo cenário regulatório dos próximos anos. As mudanças previstas para 2027 determinam uma divisão de 57/43 entre potência a combustão e energia elétrica, o que afeta a forma como as equipes distribuem recursos entre o carro atual e os projetos futuros.
Nesse contexto, as equipes terão uma margem adicional de 3 milhões de dólares no teto de gastos para 2026 e 2027. Não foi detalhado como a Mercedes pretende usar esse espaço extra, mas a justificativa apresentada por Wolff para o atraso nas atualizações contrasta com a leitura da McLaren sobre a capacidade de desenvolvimento da rival.