“Eu aceitei a situação em que estamos. Pessoalmente, claro, não estou feliz com isso”, disse Verstappen.
O piloto é um dos críticos mais duros do regulamento que entra em vigor em 2026, especialmente pela divisão de geração de potência entre o motor de combustão interna e o sistema de bateria. Em suas avaliações sobre os novos carros, Verstappen chegou a classificá-los como “anti-corrida” e comparáveis a uma “Fórmula E com esteroides”.
Regras de 2026 mudam o equilíbrio entre combustão e bateria
Antes da mudança, a proporção de potência era de cerca de 80% para o motor de combustão e 20% para a parte elétrica. No novo ciclo técnico, a unidade de potência passa a trabalhar com distribuição de 350 kW de bateria, ponto que está no centro das críticas do piloto da Red Bull.
Esse equilíbrio, porém, já tem alterações previstas nos anos seguintes. Em 2027, a participação do motor de combustão será ampliada. Em 2028, a proporção de potência poderá chegar a 60/40 em favor da combustão, reduzindo o peso relativo do sistema elétrico em comparação com o desenho inicial de 2026.
Plano para os V8 depende de decisões futuras da FIA e da F1
A possibilidade de retorno dos V8 em 2030 está ligada a futuras decisões regulatórias. Mohammed Ben Sulayem e Stefano Domenicali trabalham para viabilizar essa mudança, mas a adoção do conceito ainda depende de aprovação formal dentro da FIA e da própria Fórmula 1.
Mesmo com a discordância em relação ao regulamento, Verstappen indicou que pretende seguir competindo normalmente. “Eu ainda amo correr. Ainda é um carro de Fórmula 1”, afirmou.
A discussão sobre os V8 acontece paralelamente ao cronograma já desenhado para o ajuste das unidades de potência entre 2026 e 2028, com aumento gradual da participação do motor de combustão antes de qualquer eventual mudança mais ampla a partir de 2030.