Russell faz parte da família Mercedes desde 2017 e chegou à equipe principal em 2022, justamente para substituir Bottas. Ao ser questionado sobre a possibilidade de o piloto estar entrando em um caminho semelhante ao do finlandês dentro da equipe, Steiner evitou cravar uma resposta e condicionou a avaliação à reação do próprio Russell.
“Essa é uma pergunta difícil. Vamos ver como ele reage”, afirmou Steiner.
Steiner liga cenário de Russell ao precedente de Bottas
A comparação feita por Steiner passa pelo histórico recente da Mercedes. Bottas permaneceu na equipe em um papel de apoio a Hamilton, e esse precedente foi usado como referência ao falar do momento de Russell. A diferença agora é que o companheiro de equipe é Antonelli, promovido para a vaga de Hamilton e hoje com vantagem de 59 pontos sobre Russell.
Sem tratar o cenário como algo definido, Steiner indicou que a situação depende também da leitura que o próprio Russell fizer da carreira na Mercedes. O ex-dirigente citou a possibilidade de o piloto decidir se aceita esse contexto interno ou se prefere buscar outro caminho no grid.
Ex-chefe da Haas diz que decisão não depende só da Mercedes
Ao abordar as opções de Russell, Steiner afirmou que o futuro do piloto não está apenas nas mãos da equipe. “Mas isso também está sob o controle dele”, disse, ao comentar a possibilidade de Russell procurar outra equipe.
Na sequência, Steiner colocou de forma mais direta a hipótese de o piloto não querer repetir a trajetória de Bottas na Mercedes. “Talvez o George diga: ‘Eu não quero ser o próximo Valtteri Bottas’”, declarou.
O paralelo ganha peso pelo momento de Russell dentro da Mercedes: ele está ligado à marca desde 2017, foi alçado à vaga na equipe principal em 2022 e agora divide a garagem com Antonelli, que assumiu o lugar de Hamilton e abriu 59 pontos de frente sobre o companheiro na classificação.