Depois de vencer oito das dez primeiras corridas do calendário, a Mercedes viu a McLaren ganhar as duas últimas etapas, na Hungria e na Holanda. Nesse contexto, o chefe da equipe, Toto Wolff, admitiu a limitação orçamentária para acompanhar o ritmo de desenvolvimento das rivais. “Não temos dinheiro para implementar desenvolvimentos no carro”, afirmou.
A Mercedes também seguiu um plano de atualizações mais conservador desde o GP do Canadá, em maio. Segundo Wolff, a equipe não deve levar atualizações significativas para o W17 até o GP do Bahrein, em outubro.
Shovlin detalha corte na produção de peças
Andrew Shovlin, engenheiro de pista da Mercedes, explicou que a restrição atinge diretamente a quantidade de componentes novos fabricados ao longo da temporada. “Ao longo da temporada, provavelmente produziremos um assoalho e um pacote de carroceria a menos”, disse.
Shovlin também citou a preocupação da equipe com o retorno prático dessas mudanças no desempenho do carro. “Ficaríamos preocupados se a defasagem de desempenho superasse os ganhos”, afirmou.
De acordo com Wolff, a limitação está ligada ao teto de gastos da Fórmula 1. A cota da Mercedes em 2026 é de 215 milhões de dólares, cerca de R$ 1,1 bilhão.
Confiabilidade complica situação de Antonelli e pode afetar Russell
Além do desenvolvimento mais limitado, a Mercedes lida com perdas causadas por confiabilidade. A equipe calcula ter deixado escapar entre 50 e 100 pontos por esse motivo, e George Russell ainda pode precisar de um conjunto adicional de componentes.
Na Itália, a consequência mais imediata deve ser para Antonelli. Bradley Lord confirmou a expectativa da Mercedes para a punição no grid: “Para Monza, esperamos que ele largue do fundo do grid”.
O próprio Lord avaliou que o traçado pode amenizar parte do prejuízo esportivo. “Um carro mais rápido deve conseguir avançar com relativa facilidade”, afirmou. Ele também indicou que a equipe considera o peso de introduzir novos componentes em etapas nas quais largar atrás seja mais penalizante: “Se isso coincidir com uma etapa em que largar lá atrás seria particularmente custoso.”