Ao comentar o tema, Domenicali foi direto sobre o cenário atual das conversas. “Acho que a chance é bem grande. O presidente da FIA realmente quer isso, e nós apoiamos”, disse. Ao mesmo tempo, o dirigente ressaltou que não há definição fechada sobre formato, prazo ou características técnicas do projeto. “Tudo ainda precisa ser definido.”
2030 aparece nas conversas, mas sem desenho final do novo motor
Nas discussões em torno da próxima etapa do regulamento, 2030 apareceu como um possível horizonte para a definição de um novo motor. Entre as ideias em debate está a adoção de V8 com combustíveis sustentáveis, proposta defendida por Ben Sulayem.
O tema ganhou força porque a Fórmula 1 está avançando nessa direção ao mesmo tempo em que cresce a insatisfação com o conceito atual. Os motores previstos no ciclo iniciado em 2026 passaram a dividir igualmente o uso de combustível e energia elétrica, e esse modelo não foi bem avaliado por parte do paddock. Dentro desse debate, os V8 são vistos como uma alternativa que pode reduzir a complexidade dos motores e também contribuir para carros mais leves.
Pilotos e equipes participam do debate sobre o próximo ciclo
Domenicali já havia se declarado “1000% favorável” ao retorno dos V8 e afirmou que a proposta recebeu apoio de muitas equipes e também de pilotos. Segundo ele, os competidores terão participação maior nas decisões sobre os rumos técnicos da categoria. “Eu sempre ouço os pilotos; eles são as joias da coroa da Fórmula 1”, afirmou.
Entre os pilotos que já se manifestaram sobre o tema, Max Verstappen criticou o conceito atual ao questionar a experiência de pilotagem oferecida pelos motores em uso. Apesar do avanço da discussão e do apoio político ao projeto, a mudança ainda depende de etapas posteriores de definição e aprovação antes de qualquer decisão final sobre o próximo conjunto de motores.