O cenário mantém aberta a possibilidade de a Red Bull terminar o ano sem triunfos pela primeira vez desde 2015. A equipe ainda trabalha com a meta de evitar esse desfecho, mas considera que a recuperação não pode ser analisada isoladamente, porque os rivais também continuam desenvolvendo seus carros.
Mekies diz que progresso do carro ainda não atende ao objetivo da equipe
Laurent Mekies, chefe da Red Bull, resumiu a insatisfação com o estágio atual do RB22 ao falar sobre o ambiente interno da equipe. “O clima não vai melhorar até que a gente volte a vencer”, disse.
A avaliação do dirigente combina dois pontos: a Red Bull conseguiu reduzir a distância para a frente do pelotão, mas ainda não o bastante para transformar essa melhora em vitórias. Mekies também ressaltou que a reação da equipe acontece em um campeonato no qual os concorrentes seguem avançando. “A concorrência não está esperando por nós; todo mundo está desenvolvendo muito, muito forte”, afirmou.
Esse contexto ajuda a explicar por que a redução da desvantagem, de mais de um segundo para algo em torno de três décimos, não é tratada como ponto de chegada. O entendimento da equipe é que o ganho do RB22 precisa ser grande o bastante não só para encurtar a diferença, mas para superar adversários que também evoluem corrida após corrida.
Jejum de vitórias colocaria fim a sequência de Verstappen
Mesmo sem considerar o estágio atual do carro satisfatório, a Red Bull mantém como objetivo vencer pelo menos uma corrida ainda nesta temporada. “Nós realmente ainda queremos tentar vencer corridas este ano”, afirmou Mekies.
A busca também envolve um dado relevante do lado de Max Verstappen. O piloto tem contrato com a Red Bull até pelo menos 2030 e venceu em todas as temporadas desde sua estreia na Toro Rosso. Se o RB22 não transformar a evolução recente em resultado, 2026 pode ser o primeiro ano dessa sequência sem uma vitória do holandês e também a primeira temporada da Red Bull sem triunfos desde 2015.