“Estamos extremamente tristes em anunciar o falecimento do nosso querido Alan”, afirmou Amanda Butler-Davis. Em outra manifestação da família, ela disse que o ex-piloto será “profundamente sentido e lembrado com carinho por aqueles mais próximos” e que dedicou a vida ao automobilismo, construindo um legado no esporte.
Jones foi o primeiro piloto da Williams a conquistar um título mundial na Fórmula 1. Na campanha de 1980, venceu cinco Grandes Prêmios e se tornou apenas o segundo australiano a ganhar o campeonato, depois de Sir Jack Brabham. Ele também permanece como o último australiano a ter vencido o Mundial de pilotos.
Da estreia em 1975 ao título com a Williams
A trajetória de Jones na Fórmula 1 começou em 1975. Ao longo da carreira na categoria, entre 1975 e 1986, ele somou 12 vitórias em Grandes Prêmios. Um dos marcos dessa caminhada foi a vitória no GP da Holanda de 1979 com a Williams, resultado que antecedeu a temporada em que chegou ao título.
Além da Williams, Jones teve passagens por equipes como Hesketh e Arrows. Segundo os registros reunidos nas homenagens publicadas nesta quinta-feira, ele foi uma referência para uma geração de fãs do automobilismo australiano a partir da conquista de 1980.
Fórmula 1 e Williams prestam homenagens
A Williams lamentou a morte do ex-piloto em nota. “Todos na Williams estão profundamente tristes ao saber do falecimento de Alan Jones”, disse a equipe, pela qual ele se tornou o primeiro campeão mundial da história.
Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, também se manifestou. “Alan era um competidor formidável, um líder nato e um ícone que inspirou gerações”, afirmou o dirigente.
Depois de deixar a Fórmula 1, Jones continuou correndo principalmente no Campeonato Australiano de Carros de Turismo. A família informou ainda que ele deixa a esposa e seis filhos.
Outro feito lembrado nas homenagens foi a vitória de Jones no Grande Prêmio da Austrália de 1980, apontada como a última vez em que um piloto australiano venceu a prova em casa.