A escolha representa um passo mais macio em relação ao ano anterior. Em 2025, a seleção havia sido um nível mais dura por causa do formato Sprint. Para a corrida deste ano, a Pirelli indicou que o desafio estará em equilibrar desempenho e durabilidade. “O equilíbrio entre velocidade em uma volta rápida e preservação dos pneus será fundamental”, informou a fornecedora.
Recapeamento entra na conta para a definição dos compostos
A mudança na seleção também acontece depois de modificações no asfalto do circuito desde a última edição. Interlagos recebeu recapeamento entre as curvas 3 e 5 e entre as curvas 8 e 9, um fator que entra no cálculo das equipes para entender o nível de aderência e o desgaste ao longo do fim de semana.
Segundo a Pirelli, o traçado não impõe cargas extremas aos pneus. “Interlagos não impõe cargas extremas aos pneus”, destacou a empresa. Ainda assim, a combinação de compostos mais macios e as características do asfalto renovado colocam o desgaste no centro das estratégias.
Dados de 2025 ajudam a projetar a estratégia
Os números da edição passada ajudam a dimensionar o cenário. Em 2025, os pneus Médios responderam por 71% das voltas completadas, enquanto os Macios ficaram com 29% das voltas e 28% das sequências. A distribuição mostra que o composto intermediário teve papel dominante nas estratégias, mesmo com uma escolha mais dura do que a adotada agora.
O circuito tem 4,309 km de extensão, e a corrida está programada para 71 voltas, totalizando 305,879 km. Em uma eventual parada, o tempo médio perdido em uma passagem pelos boxes é estimado em 22,5 segundos, dado que tende a pesar no cálculo entre preservar pneus na pista ou antecipar uma troca.