O carro já afetou o rendimento de Max Verstappen e também de Isack Hadjar. Na Hungria, Verstappen resumiu a dificuldade com uma frase direta: “O RB22 é impossível de guiar”. O piloto soma 112 pontos na temporada e aparece em sexto no campeonato de pilotos.
Marko critica rumo técnico e regras de atualização
Ao analisar o desempenho do RB22, Marko apontou que o diretor técnico Pierre Waché seguiu o caminho errado no projeto. O dirigente também relacionou o problema ao custo para corrigir o carro ao longo da temporada. “Se você desenvolve na direção errada duas vezes, isso se torna financeiramente difícil com as regras do teto de gastos”, afirmou.
Marko ainda criticou as regras em vigor para atualização de unidades de potência. “Esses regulamentos estão ultrapassados e precisam ser mudados imediatamente”, disse. O sistema ADUO da FIA para atualizações considera apenas o desempenho do motor de combustão interna.
Dentro desse contexto, a avaliação oficial já colocou a Red Bull duas vezes com o melhor motor de combustão interna da Fórmula 1. Ao mesmo tempo, Mercedes e Ferrari foram acusadas de reduzir a potência de seus motores de combustão interna para abrir margem a atualizações.
Primeiro carro da Red Bull Powertrains vive temporada turbulenta
O RB22 é o primeiro carro criado com o motor da Red Bull Powertrains, estrutura formada depois da saída da Honda da Fórmula 1. Mais tarde, a Honda refez seus planos e fechou parceria com a Aston Martin, enquanto a Red Bull Powertrains garantiu um acordo com a Ford para tecnologia híbrida.
Em meio aos problemas do carro, a Red Bull também lida com incerteza na segunda vaga. Hadjar está lesionado, e Liam Lawson aproveitou a oportunidade para marcar os únicos pontos da equipe no GP da Holanda com um sétimo lugar. Mesmo assim, a tendência neste momento é de renovação para Hadjar. Pessoas ligadas à Red Bull indicam que uma extensão contratual do piloto está em andamento, cenário que reduz as chances de Lawson por uma vaga na equipe em 2027.