“Sinto que fui feito de forma diferente”, afirmou Hamilton ao comentar a própria longevidade no esporte. Na mesma fala, ele vinculou a continuidade na Fórmula 1 ao nível de entrega exigido pela categoria: “Enquanto você estiver disposto a sacrificar tudo, e eu estou agora”.
A declaração mais direta sobre aposentadoria veio ao abordar o limite para seguir correndo. “Eu nunca quero passar do ponto”, disse o piloto.
Contrato com a Ferrari mantém futuro em aberto até pelo menos 2027
Embora já trate abertamente da fase final da trajetória na F1, Hamilton tem contrato com a Ferrari ao menos até 2027, com opção para 2028. O vínculo mantém aberta a possibilidade de permanência por mais alguns anos, desde que ele siga disposto a cumprir o nível de dedicação citado nas próprias declarações.
Hamilton estreou na Fórmula 1 em 2007, pela McLaren, e atravessa uma das carreiras mais longas do grid atual. Em 2026, apenas Fernando Alonso, de 45 anos, é mais velho do que ele entre os pilotos titulares.
Nova etapa na Ferrari veio após mudança de era técnica
A fase atual da carreira de Hamilton também coincide com uma transição importante. A temporada de 2025 foi a primeira dele pela Ferrari e aconteceu no último ano da era do efeito solo, o que colocou a mudança de equipe dentro de um contexto técnico específico da categoria.
Ao falar sobre o futuro, Hamilton não indicou uma data para encerrar a carreira, mas deixou claro que a decisão passa menos pela idade em si e mais pela capacidade de manter o padrão de compromisso exigido para competir na Fórmula 1 por mais tempo.
O horizonte da categoria também inclui o retorno da Fórmula 1 à África, previsto para o início da década de 2030, com um GP em Ruanda. Se ainda estiver no grid até lá, Hamilton poderá estender uma trajetória iniciada em 2007 e já distribuída por duas décadas consecutivas na principal categoria do automobilismo.