Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, tratou o episódio como um limite ultrapassado ao comentar a quantidade de mensagens enviadas ao piloto. “Pierre Gasly recebeu 13 mil ameaças de morte — 13 mil!”, afirmou.
Os ataques aconteceram após o GP da Espanha e provocaram reação não só da entidade máxima do automobilismo, mas também da Alpine e de Flavio Briatore, que se posicionaram contra o comportamento de torcedores de Franco Colapinto. Em meio à repercussão, surgiu ainda a possibilidade de Colapinto ser colocado em um boicote midiático.
FIA fala em banir espectadores envolvidos em ataques
Ao detalhar a linha que pretende adotar, Ben Sulayem disse que a federação não quer restringir a resposta ao ambiente digital. “Se o ódio vier de um espectador, nós o banimos”, declarou.
A sinalização da FIA é de que as novas iniciativas contra abusos devem alcançar diferentes frentes, em resposta à escalada de mensagens direcionadas a Gasly. A entidade ainda não teve detalhes divulgados nesse pacote, mas já indicou publicamente que pretende agir com mais firmeza diante de ameaças e hostilidade contra pilotos.
Ben Sulayem pede ação dos pilotos contra abusos online
Além das medidas institucionais, o presidente da FIA cobrou participação mais ativa dos próprios pilotos no combate a esse tipo de comportamento. Segundo ele, quem está na Fórmula 1 também tem um papel público na tentativa de frear ataques nas redes sociais.
“Os pilotos têm responsabilidade; são exemplos a serem seguidos”, disse Ben Sulayem ao defender que os competidores usem sua voz contra abusos online.
A reação da Alpine e de Briatore ocorreu no mesmo contexto das ameaças a Gasly, enquanto a discussão sobre um possível boicote midiático a Colapinto passou a circular como uma das consequências do episódio.