A avaliação externa foi de que o problema não se resume à reta final da classificação. O ex-piloto de F1 Christijan Albers afirmou que Hamilton falha repetidamente nos momentos decisivos. “Vez após vez, ele não consegue render quando realmente importa”, disse.
Ferrari perdeu força da prévia para a classificação
A Ferrari chegou credenciada após desempenhos fortes nos treinos, mas não sustentou a mesma vantagem na classificação. Hamilton chegou a levantar a hipótese de que os rivais estariam escondendo desempenho antes do Q3, mas a leitura de quem acompanhou a sessão foi diferente.
Guenther Steiner concordou com a percepção de que a Ferrari tem enfrentado dificuldade para manter o ritmo entre os treinos e a classificação. Nos dados de speed trap, a equipe ficou à frente apenas da Aston Martin, um indicativo citado no debate sobre a perda de competitividade quando a disputa por posição no grid aperta.
Explicações para a queda de rendimento seguem em debate
Albers sugeriu duas possibilidades para a diferença de desempenho: rivais extraindo mais do carro na hora decisiva ou a própria Ferrari usando acertos que mascaram o cenário nos treinos. “Ou a Mercedes e a Red Bull estão forçando um pouco mais adiante…”, disse o ex-piloto ao discutir por que a Ferrari cai de produção.
Outra hipótese levantada por Albers foi a de a Ferrari andar com menos combustível nos treinos, o que ajudaria a explicar o favoritismo criado antes da classificação sem se repetir quando todos mostram o potencial real. Essa interpretação, porém, não foi apresentada como fato consumado.
Em 2026, Hamilton foi para a primeira fila duas vezes, mas ainda não conquistou pole position. A Ferrari também vem sendo apontada como uma das equipes que mais sofrem para extrair performance da unidade de potência neste regulamento, tema que voltou ao centro da discussão após mais uma classificação em que o desempenho visto antes do Q3 não apareceu na definição do grid.