Após a corrida, Hamilton disse que ainda tirou pontos positivos do fim de semana, apesar do resultado fora do top 3. “Há muitos pontos positivos para tirar disso”, afirmou o heptacampeão ao comentar a prova e os aprendizados para as próximas etapas.
Ferrari alterou a asa dianteira nas paradas
Um dos pontos citados por Hamilton foi o comportamento do carro nas primeiras partes da corrida. O piloto relatou subesterço, problema que levou a Ferrari a acrescentar quatro cliques de asa dianteira em cada parada nos boxes na tentativa de mudar a resposta do SF-26.
Hamilton também correu com menos asa dianteira do que Leclerc, diferença de configuração que ajuda a contextualizar a comparação entre os dois lados da equipe durante a prova. Não há, porém, indicação precisa sobre a causa do subesterço mencionado pelo piloto.
A sequência de ajustes mostra que a Ferrari tentou corrigir o equilíbrio do carro durante a corrida, e não apenas antes da largada. Mesmo com as mudanças, Hamilton ficou fora do pódio por uma posição.
Pneus entraram na conta da avaliação de Hamilton
A estratégia de pneus também fez parte da análise do piloto. A Ferrari reservou dois jogos de pneus médios para Hamilton, que largou com pneus macios usados. Na leitura dele, o melhor composto da corrida era outro. “O pneu duro era o melhor pneu”, disse Hamilton.
O comentário do piloto se soma ao contraste interno na Ferrari no domingo: enquanto ele administrava o subesterço e as alterações de acerto, Leclerc levou a outra Ferrari ao segundo lugar. A combinação entre configuração diferente de asa dianteira e escolhas de pneus entrou no balanço de Hamilton sobre uma corrida em que, segundo ele, havia chance real de lutar pelo pódio.
Além do quarto lugar de Hamilton e do segundo de Leclerc, a corrida deixou para a Ferrari referências diretas entre os dois carros em itens centrais da prova: quantidade de asa dianteira, ajustes feitos nos pit stops e utilização dos compostos médio, macio usado e duro.
































