A virada de cenário veio depois de um período em que o futuro de Lawson parecia escapar. Ralf Bach, jornalista da F1 Insider que acompanha a Fórmula 1, relatou que o piloto já tratava a continuidade na categoria com pessimismo. “Ele já tinha praticamente descartado a Fórmula 1 e queria buscar outras categorias”, disse Bach.
O contexto ficou mais delicado porque Lawson, mesmo depois de um ano de desempenhos fortes na Racing Bulls, precisou responder à concorrência direta de Isack Hadjar, estreante da equipe. O neozelandês também carregava o peso de ter sido rebaixado da Red Bull antes de reconstruir sua temporada no time satélite.
Nono lugar em Austin melhora números de Lawson
O resultado mais recente ajudou a consolidar essa recuperação. Com o nono lugar em Austin, Lawson chegou a 77 pontos na temporada. Ainda assim, segue atrás de Hadjar no comparativo interno: o companheiro soma uma vantagem de 28 pontos.
A diferença para Hadjar ajuda a explicar por que o cenário de 2027 continua indefinido, mesmo com a reação de Lawson em pista. A Racing Bulls ainda não confirmou sua continuidade para a próxima temporada, e a avaliação dentro do grupo Red Bull segue aberta.
Espaço na Red Bull segue improvável, e fila interna continua andando
Lawson ainda voltou a atuar como substituto na Red Bull durante a ausência de Hadjar por lesão, mas a expectativa é que ele não volte a correr pela equipe principal. A possibilidade mais concreta no momento é a de seguir lutando por um assento fora desse carro, mesmo permanecendo observado pela estrutura para 2027.
Bach também comentou a reação do piloto no período de maior pressão. “É muito significativo ver esse tipo de resiliência”, afirmou o jornalista.
O efeito desse cenário se estende a outros nomes do programa. Nikola Tsolov pode ter de esperar até 2028 por uma oportunidade para correr, enquanto Lawson também passou a ser ligado recentemente à Cadillac como alternativa fora da órbita imediata da Red Bull.