O assunto ganhou força após as queixas de Isack Hadjar e Max Verstappen. Hadjar chegou a pedir que a embreagem fosse reprojetada depois de cair da terceira para a quinta posição na corrida em Austin. Segundo o piloto, o problema esteve ligado ao “excesso de resposta da embreagem”. Verstappen, por sua vez, definiu o início da corrida como “a mesma porcaria de sempre”.
Mekies aponta problema amplo e descarta solução rápida
Mekies disse que a Red Bull ainda está longe de ser referência nesse aspecto e tratou a questão como um desafio técnico que atravessa diferentes áreas da operação. “A largada é uma questão um pouco mais complexa de resolver”, afirmou o chefe da equipe.
De acordo com o dirigente, as falhas nas saídas envolvem praticamente todos os departamentos da empresa. O contexto técnico inclui itens como motor, caixa de câmbio e embreagem, o que ajuda a explicar por que a correção não virá no curto prazo. Mekies também foi direto sobre o horizonte de melhora: “Não seremos a referência antes do fim da temporada.”
A avaliação interna é de que a evolução recente no ritmo do carro deixou o problema ainda mais visível. Com o desempenho geral mais próximo do ideal, as perdas nas largadas passaram a aparecer com mais clareza na comparação com os concorrentes.
Rádio também virou dor de cabeça nas últimas corridas
Além das largadas, a Red Bull enfrentou problemas de comunicação por rádio pela segunda corrida consecutiva. Hadjar e Verstappen relataram falhas no sistema durante o fim de semana, e o tema também foi tratado por Mekies.
Hadjar afirmou que a equipe ainda não encontrou a origem da pane. “Não entendemos de onde vem a origem do problema”, disse o piloto. Verstappen ironizou a situação e sugeriu que a equipe deveria “começar a se comunicar por linguagem de sinais”.
Mekies concordou com a reclamação de Hadjar e reconheceu o impacto prático da falha no trabalho da equipe. “Acho que há alguma verdade no que Isack está dizendo” e “isso está dificultando muito a vida de todos”, afirmou o chefe da Red Bull.