Ao comentar o que viveu na corrida, Verstappen resumiu a situação de forma direta: “É um desastre. Sim, é um desastre”. O problema não foi isolado no carro do piloto da Red Bull e voltou a atingir a operação da equipe em um momento em que decisões por rádio têm peso na condução da prova.
Problema de comunicação atingiu os dois carros
Isack Hadjar, companheiro de equipe de Verstappen, também teve uma largada ruim e relatou dificuldade para ouvir o que acontecia nos boxes. Segundo o piloto, a falha teve consequência prática no carro: “Saio dos boxes com o mapa errado, depois perco um segundo por volta com aquele pneu duro”.
Além das falhas no rádio, Verstappen e Hadjar sofreram nas saídas. O piloto que terminou em terceiro afirmou que a Red Bull segue esbarrando no mesmo problema de largada: “É sempre a mesma coisa na largada, o problema que nós temos”.
Red Bull admite frustração e cita limite para reação ainda em 2026
Laurent Mekies, chefe da Red Bull, reconheceu o impacto interno da repetição do problema de comunicação. Segundo ele, a equipe está novamente lidando com um cenário que dificulta o trabalho de todos durante o fim de semana e especialmente na corrida. “Estamos todos frustrados por sofrer pela segunda corrida consecutiva com os problemas de rádio”, disse.
Os problemas de largada também seguem no radar da equipe. O contexto técnico citado envolve motor, câmbio e embreagem, e a solução não é simples. A avaliação interna é que esse tipo de deficiência exige mudanças importantes de projeto e de hardware, sem expectativa de que a Red Bull se torne referência nesse ponto ainda nesta temporada.
Mekies foi direto ao tratar desse limite no curto prazo: “Não seremos a referência antes do fim da temporada”. Enquanto isso, a equipe saiu da corrida com dois pontos expostos ao mesmo tempo: a comunicação comprometida pelo rádio e a dificuldade recorrente para colocar os carros em boa condição já nos primeiros metros da largada.
































