As mudanças que geraram a penalização foram no sistema de armazenamento de energia e no controle eletrônico. Cada troca acima do limite anual rende 10 posições de punição, e o regulamento permite até três componentes de cada um desses itens por piloto na temporada. No carro de Bortoleto, ambos chegaram à quarta peça em 2026.
Bortoleto lamentou a perda no grid, mas disse que ainda vê chance de avançar na prova. “Infelizmente, a gente acabou tendo que ter essa penalização por conta das trocas de componentes”, afirmou o piloto da Audi.
Trocas extras ficaram concentradas em dois componentes
A Audi também fez outras alterações na unidade de potência de Bortoleto, com trocas em itens como motor de combustão interna, turbo, exaustor e componente auxiliar, mas sem punições adicionais. A perda de 20 posições ficou concentrada apenas nos dois componentes que ultrapassaram o limite previsto no regulamento.
Mesmo com o cenário desfavorável para a largada, o brasileiro teve um começo competitivo nas atividades de pista. Bortoleto terminou o Treino Livre 1 na oitava posição e foi o 11º no Treino Livre 2.
Brasileiro cita treinos fortes e mantém discurso de reação
Depois das sessões desta sexta-feira, Bortoleto destacou o desempenho do carro e projetou uma tentativa de recuperação na corrida. “O primeiro treino foi muito bom. Estou contente e confiante em um bom rendimento amanhã”, disse.
Ao falar sobre a prova, o piloto manteve o tom de confiança apesar da punição: “Nada é impossível. Acho que tudo pode acontecer e não vou desistir.”
Bortoleto não foi o único punido por mudanças na unidade de potência. Franco Colapinto perderá 10 posições por ultrapassar o limite de controle eletrônico, enquanto Arvid Lindblad foi punido com cinco posições por usar o sexto motor de combustão interna.