Ricciardo foi promovido para a Red Bull na temporada de 2014 depois da aposentadoria de Mark Webber. No ano seguinte, com a saída de Sebastian Vettel para a Ferrari, ele passou a ocupar o posto de principal referência da equipe, que vinha de uma sequência de quatro títulos consecutivos entre 2010 e 2013.
Ao relembrar aquele período, Horner resumiu a avaliação em poucas palavras: “Talvez o Daniel tenha chegado à Red Bull no momento errado”. Em outro trecho, acrescentou: “Coitado, ele entrou no carro em 2014 esperando brigar por campeonatos”.
Mudança nos motores interrompeu sequência da Red Bull
A virada de 2014 coincidiu com a introdução dos motores turbo-híbridos V6 de 1,6 litro na Fórmula 1. A partir dali, a Mercedes passou a ditar o ritmo da categoria, enquanto a Red Bull perdeu competitividade também por causa da incapacidade da Renault de se adaptar plenamente às novas regras de motor.
Esse contexto ajuda a explicar por que Ricciardo assumiu um cockpit cobiçado em um momento bem diferente daquele vivido por Vettel nos anos anteriores. A Red Bull saía de um ciclo dominante, mas já não tinha o mesmo pacote técnico para sustentar uma briga direta pelo campeonato quando o australiano chegou ao time principal.
Mesmo sem carro dominante, Ricciardo venceu em 2014
Ainda nesse cenário, Ricciardo conseguiu as três primeiras vitórias da carreira em 2014. O desempenho individual, porém, não se traduziu em uma campanha forte da equipe no ano seguinte: em 2015, a Red Bull terminou apenas em quarto no Mundial de Construtores, e o piloto fechou a temporada com dois pódios e nenhuma vitória.
Horner também elogiou o papel de Ricciardo na transição interna depois da saída de Vettel. “Daniel também era um piloto fantástico e o substituto perfeito para a vaga de número 1 do Sebastian”, afirmou o dirigente.
Antes de chegar à Red Bull, Ricciardo estreou na Fórmula 1 no GP da Inglaterra de 2011 e passou por HRT e Toro Rosso.