O objetivo para 2027 aparece como parte da tentativa de recuperar terreno técnico e aliviar a insatisfação dentro da Aston Martin. A equipe está frustrada com a performance da unidade de potência da Honda, e esse cenário levou Lawrence Stroll a explorar conversas com Red Bull e Mercedes.
Meta de 2027 vem após promessas reduzidas ao longo do caminho
A informação publicada pelo Marca é de que a Honda busca um ganho de “pelo menos 50 cavalos” sobre o motor atual até 2027. O número chama atenção porque promessas anteriores de evolução foram revistas para baixo: uma atualização que inicialmente falava em 50 cavalos extras depois caiu para 30 e, mais tarde, para 15.
Também não há confirmação clara de que esse ganho final de 15 cavalos tenha sido efetivamente alcançado. Essa incerteza pesa no momento em que a fabricante japonesa apresenta uma nova meta de potência para o próximo ciclo.
Do ponto de vista técnico, a discussão gira diretamente em torno da capacidade da unidade de potência de tirar a Aston Martin da parte de trás do pelotão e recolocar o projeto em condição mais competitiva. O foco em cavalos de potência virou um dos pontos centrais da pressão sobre a Honda.
Aston Martin elevou a cobrança sobre a fornecedora
A tensão entre as partes não ficou limitada aos bastidores. Fernando Alonso também fez críticas ao desempenho da Honda durante esse período de frustração com o pacote atual.
Além da insatisfação com o que a Honda entrega hoje, a Aston Martin estabeleceu um ultimato para 2027: quer um conjunto capaz de desafiar pelo menos um resultado entre os dez primeiros. Esse objetivo ajuda a explicar o peso dado internamente à evolução do motor.
O cenário atual combina três frentes de pressão sobre a Honda: a diferença de potência apontada em relação à concorrência, o histórico recente de metas técnicas revistas para baixo e a movimentação de Lawrence Stroll em busca de alternativas com Red Bull e Mercedes.