Os motores introduzidos nesta temporada passaram a ter uma divisão próxima de 50/50 entre a potência do motor de combustão interna e a parte elétrica. Para Verstappen, esse equilíbrio trouxe um nível de gerenciamento que interfere de forma excessiva na pilotagem.
“Esse tipo de coisa não é o que as corridas deveriam ser”, afirmou Verstappen. Em seguida, detalhou a crítica ao modo como o piloto precisa conduzir o carro para manter a energia disponível: “Você não deveria ter que ficar pensando em onde tirar o pé do acelerador.”
Crítica mira decisões do piloto ao longo da volta
A principal objeção de Verstappen está na necessidade de adaptar a volta a cálculos de bateria e recuperação de energia. Na visão do piloto, esse tipo de decisão não deveria determinar o ritmo de corrida nem a construção de uma volta rápida.
Ele também chamou atenção para a complexidade operacional do conjunto atual. Segundo o relato, o procedimento de inicialização dos motores pode levar de quatro a cinco segundos, e o software que roda em segundo plano pode provocar falhas durante a corrida.
Sugestão de Verstappen é simplificar o uso do acelerador
Ao explicar como imagina uma pilotagem mais direta, Verstappen defendeu que o piloto não precise continuar administrando energia até depois do fim da volta. “Ao cruzar a linha de chegada, você deveria poder simplesmente tirar o pé do acelerador”, disse.
A fala do piloto da Red Bull Racing se soma às críticas dele sobre a dependência dos sistemas eletrônicos e da gestão de energia no regulamento atual, com foco especial no impacto dos cálculos de carregamento da bateria sobre o desempenho em pista.