Massa busca responsabilizar os réus pelo caso relacionado ao GP de Singapura de 2008. Na ação, ele pede reparação financeira de cerca de 64 milhões de libras, valor apontado como R$ 439 milhões em uma das referências do caso. Outra publicação sobre o processo menciona uma indenização de aproximadamente US$ 86 milhões.
Tese de conspiração seguiu viva após decisão de 2025
A primeira decisão da Corte inglesa saiu em novembro de 2025. Na ocasião, o juiz Jay rejeitou três alegações apresentadas por Massa, mas permitiu o prosseguimento da tese de conspiração por meios ilícitos. A Justiça inglesa também aceitou examinar essa linha de argumentação apresentada pelos advogados do brasileiro.
O pedido para que houvesse uma declaração formal de que Massa deveria ter sido o campeão de 2008 foi rejeitado. O processo também não contesta o título daquela temporada.
O centro da disputa é a responsabilização dos réus pelo episódio que ficou conhecido como Crashgate, caso de manipulação de resultado ligado à etapa de Singapura na temporada de 2008. A argumentação apresentada por Massa parte dos desdobramentos esportivos e financeiros daquele episódio.
Apelação dos réus levou o caso à Suprema Corte
Depois da decisão de primeira instância, os réus conseguiram autorização para apelar em junho de 2026, o que levou o caso à etapa agora marcada na Suprema Corte do Reino Unido. A audiência de fevereiro de 2027 vai tratar justamente desse recurso contra a continuidade da ação.
Um dos pontos sensíveis do processo é o momento em que os envolvidos teriam tomado conhecimento do caso. Em entrevista concedida em 2023, Bernie Ecclestone, ex-proprietário da F1, disse: “Eu já conhecia o episódio antes da investigação formal realizada em 2009.” No processo, porém, Ecclestone e os advogados da F1 e da FIA sustentam que souberam do acidente apenas depois de 2009.
A diferença entre essas versões aparece no andamento do caso desde novembro de 2025, quando a Justiça inglesa decidiu manter aberta a discussão sobre a alegação de conspiração, ponto que agora será reavaliado pela Suprema Corte nas sessões marcadas para fevereiro de 2027.