Fórmula 1

Mudanças no asfalto e pneus mais duros abrem novas possibilidades estratégicas no GP dos Estados Unidos

O Circuito das Américas passou por intervenções no asfalto antes do GP dos Estados Unidos, e a combinação dessas mudanças com a nova seleção de pneus da Pirelli para 2026 pode mexer nas estratégias da corrida. A pista teve um trecho recapeado entre a entrada da curva 9 e a entrada da curva 11, além de ondulações alisadas nas curvas 12 e 19.

Estratégia usada por Leclerc em 2025 surge como alternativa para o GP dos Estados Unidos de 2026
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As alterações acontecem em um circuito que já vinha sendo alvo de preocupação dos pilotos por causa das irregularidades. Max Verstappen resumiu o incômodo de forma bem-humorada após ver uma corrida de endurance no traçado: “Talvez eu precisasse de uma nova coluna ou me tornar o Robocop.”

Segundo as informações divulgadas para a etapa, o movimento do solo sob o circuito exige manutenção constante do asfalto. Ao mesmo tempo, a Pirelli considera que a parte da pista que não recebeu mudanças ainda deve ter peso importante no comportamento dos pneus ao longo do fim de semana.

Pirelli muda compostos e amplia leque para a corrida

Para 2026, a fornecedora levou os compostos C2, C3 e C4 para o GP dos Estados Unidos. No ano passado, a seleção havia sido C1, C3 e C4. A entrada do C2 como opção mais competitiva altera o cenário em uma pista de 5,513 km que, embora não tenha superfície particularmente abrasiva, costuma gerar desgaste considerável nos pneus.

Em 2025, a prova foi disputada com apenas uma parada, e Charles Leclerc terminou em terceiro depois de largar com pneus macios, enquanto a maior parte do grid começou com médios. Ao longo daquela corrida, 13 pilotos usaram a combinação médio-macio, o que mostrou um caminho predominante diferente da escolha da Ferrari com Leclerc.

A referência do ano passado, porém, não funciona como receita automática. Fatores como temperatura, desgaste e posição no grid continuam determinantes para saber se uma largada com macios ou uma estratégia mais conservadora fará mais sentido no domingo.

Ultrapassagens, energia e pit lane podem definir a ordem

Além da questão dos pneus, o circuito reúne pontos em que a estratégia pode ser potencializada por características da pista. As curvas 1 e 12 aparecem como algumas das melhores oportunidades de ultrapassagem, helpedas também pela largura do traçado, que permite trajetórias diferentes nas entradas.

Outro fator citado para 2026 é a gestão de energia, que ganhou peso com as novas unidades de potência. Com uma perda estimada de cerca de 21,5 segundos em uma passagem pelos boxes, decisões de parada e o tráfego no retorno à pista tendem a influenciar diretamente a ordem da corrida. O circuito também recebeu novas linhas azuis na maioria das curvas para reduzir infrações de limite de pista.

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Redação F1 Racing Mania

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