O novo componente foi usado pela primeira vez no GP de Singapura, quando a Mercedes tinha apenas uma unidade disponível. Na ocasião, Antonelli utilizou a asa no Treino Livre 1 para coleta de dados, em um trabalho voltado a acelerar o aprendizado da equipe sobre o comportamento do carro com a atualização.
Mercedes havia evitado usar a peça em sessões decisivas
Em Singapura, a Mercedes optou por não levar a nova asa para sessões competitivas. Bradley Lord, vice-chefe de equipe da Mercedes e responsável pela estratégia de testes do componente, explicou que “a análise de risco não favorecia a sua utilização na classificação”. O mesmo critério valeu para a corrida sprint e para a prova principal.
A avaliação interna da equipe considerou que ainda não havia segurança suficiente para colocar a atualização em momentos decisivos do fim de semana. Por isso, o uso ficou restrito ao trabalho de pista no Treino Livre 1, em um cenário mais controlado.
Coleta de dados guiou decisão para a etapa seguinte
Segundo Simone Resta, vice-diretor técnico da Mercedes, uma das dificuldades naquele teste era interpretar com precisão a resposta do carro em condições de pista ainda em evolução. “Precisamos entender exatamente o comportamento do carro em uma pista ainda pouco emborrachada”, afirmou.
A asa dianteira atualizada foi projetada para melhorar a eficiência do carro, e o processo de avaliação incluiu testes com diferentes pacotes de pneus nos treinos. Agora, com a peça liberada para Antonelli e Russell no GP dos Estados Unidos, a Mercedes espera iniciar o trabalho de forma mais direta. Bradley Lord resumiu a expectativa da equipe: “Esperamos que isso nos permita começar os trabalhos de forma mais eficiente.”