Nas provas mais recentes, Hamilton tomou decisões diferentes das sugeridas no rádio. Na Malásia, terminou em terceiro lugar depois de ignorar uma chamada para colocar pneus intermediários. Em Cingapura, fechou a corrida em sexto após não parar durante o carro de segurança virtual.
O tema passou a ganhar peso também fora da pista. Ralf Schumacher falou em “fricção” dentro da Ferrari, enquanto Bernie Collins levantou a possibilidade de Hamilton não confiar na leitura da equipe em momentos decisivos da corrida.
Estratégia própria vira ponto de preocupação
A discussão sobre as escolhas de Hamilton também entrou no debate de quem acompanha o campeonato de perto. Alex Jacques, do F1 Nation, apontou que esse tipo de movimento costuma cobrar um preço ao longo da temporada.
“A história mostra que, quando você começa a fazer a sua própria corrida e a sua própria estratégia, esse é o caminho do Sebastian”, afirmou Jacques, ao comentar as decisões recentes do piloto.
Hamilton tem contrato com a Ferrari até 2028, mas o cenário atual adiciona pressão sobre a relação entre piloto e equipe justamente no momento em que a campanha já sofreu impacto na classificação. Além da diferença de 111 pontos para Antonelli, os episódios recentes reforçam o desgaste em torno da comunicação entre os dois lados.
Resultados recentes ampliam debate interno
Os dois casos citados vieram em corridas consecutivas e envolveram momentos estratégicos centrais: a troca para pneus intermediários na Malásia e a janela de parada sob carro de segurança virtual em Cingapura. Em ambos, Hamilton seguiu um caminho diferente do planejado pela Ferrari.
A Ferrari já convive historicamente com questionamentos sobre estratégia, e a repetição de decisões contrárias por parte de Hamilton colocou esse tema no centro da discussão sobre a reta da temporada.