No início do ano, as etapas no Bahrein e na Arábia Saudita foram canceladas por causa do conflito. A corrida do Bahrein, que havia sido adiada, foi remarcada para a Malásia. O cenário recente também inclui ataques com mísseis ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, além do apoio prometido pelo Reino Unido à Arábia Saudita com caças diante de ataques dos houthis.
Ben Sulayem diz que FIA tem plano para possíveis restrições
Ao tratar da situação, Ben Sulayem foi direto: “No momento, eu me sinto seguro em relação às corridas”. O dirigente também respondeu às dúvidas sobre a segurança na região com uma referência pessoal: “Você acha que eu deixaria a minha família lá e estaria aqui agora com vocês?”.
A FIA também trabalha com medidas de contingência para possíveis interrupções logísticas, especialmente em caso de restrições de viagem durante os eventos. Ben Sulayem afirmou que a entidade precisa manter alternativas prontas: “Temos de ter outra equipe preparada, por precaução”.
As cautelas não se limitam à Fórmula 1. O próprio Ben Sulayem citou que a perspectiva para o Rally Dakar de 2027 era incerta, num indicativo de que a situação regional também vem sendo acompanhada em outras frentes do automobilismo.
Plano A da Fórmula 1 segue mantido, com Imola como alternativa
Do lado comercial e operacional da categoria, o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, já indicou que manter as corridas previstas continua sendo o plano principal. Ao mesmo tempo, existe uma alternativa definida para o encerramento da temporada caso a tensão aumente.
Imola aparece como opção de reserva para receber a etapa final do campeonato se a prova inicialmente marcada não puder ser realizada. Em paralelo, equipes da MotoGP também esperam que a rodada remarcada do Catar aconteça em novembro, outro sinal de que categorias do esporte a motor continuam planejando competir na região apesar do contexto de segurança.