A exceção seguirá sendo o Grande Prêmio de Mônaco, cuja distância mínima continuará acima de 260 km. Antes da adoção do novo padrão, a categoria ainda passará por uma fase intermediária: em 2027, a distância das provas será reduzida para 290 km.
Alteração está ligada ao fluxo de combustível
A revisão das distâncias foi feita com o objetivo de aumentar o fluxo de combustível. Esse ponto técnico muda a conta das equipes no desenvolvimento dos carros, porque uma corrida mais longa exige capacidade maior de armazenamento e afeta o planejamento do conjunto como um todo para 2028.
Na prática, o regulamento passa a exigir uma adaptação estrutural dos carros para comportar a carga necessária de combustível nas provas acima de 305 km. Isso coloca o tanque no centro do projeto, já que a dimensão do componente precisa estar compatível com a nova distância mínima.
Como a quilometragem da corrida é calculada
Pelas regras, a distância da prova é medida entre o sinal de largada e o sinal de encerramento. O regulamento também considera o número mínimo de voltas necessário para que a corrida atinja a quilometragem prevista para cada evento.
Esse critério é o que sustenta a diferença entre a maior parte do calendário e Mônaco, que permanece como exceção. Enquanto a etapa monegasca segue com distância mínima superior a 260 km, as demais corridas voltarão ao patamar acima de 305 km a partir de 2028.
A transição prevista para 2027, com provas de 290 km, antecipa parte desse ajuste regulatório antes da adoção definitiva da nova distância mínima no ano seguinte.