O dirigente afirmou que o modelo atual precisa ser revisto para absorver itens que hoje ficam fora da conta. “Mais coisas precisam ser incluídas no teto”, disse Horner ao comentar a estrutura do regulamento financeiro.
O teto orçamentário foi introduzido em 2021 com valor inicial de 145 milhões de dólares e, desde então, chegou a 215 milhões. Pelas regras atuais, porém, esse limite não engloba contratos e salários de pilotos e funcionários, o que ajuda a explicar a diferença entre o teto formal e os valores totais citados pelo chefe da Red Bull.
Quais despesas seguem fora da conta
Além dos salários, o sistema não cobre todos os custos operacionais de uma equipe. Entre as exclusões citadas estão despesas de viagem e de marketing. A interpretação sobre “gastos” também pode variar de equipe para equipe, já que diferentes tipos de despesa podem entrar nessa conta mais ampla mencionada por Horner.
Ao falar sobre o período anterior à criação do teto, Horner comparou o cenário financeiro da categoria a um desperdício constante de recursos. “Antes disso, a F1 era como um balde cheio de dinheiro com um buraco no fundo”, afirmou. Sobre o efeito da regra, acrescentou: “Isso trouxe uma eficiência real para os negócios.”
Debate envolve impacto diferente no grid
A discussão sobre o teto também inclui o efeito esportivo da regra entre equipes em posições distintas do grid. James Vowles, chefe da Williams, afirmou que o modelo atual beneficia mais quem já está na frente. “As equipes da frente se beneficiam mais do que o resto do grid”, disse.
Horner também mencionou reflexos do regulamento sobre a remuneração dos pilotos e afirmou que o cenário atual pode levar a contratos de retenção mais altos. “Agora veremos pagamentos de retenção dos pilotos muito mais robustos”, declarou.
O tema já passou por um episódio relevante no histórico recente da categoria: a Red Bull teve um excesso de gastos de 5% em 2021, primeiro ano de implementação do teto orçamentário.