Entre a participação de Mackay-Fraser e a chegada de Câmara, passarão 70 anos. Nesse intervalo, o Brasil teve 34 pilotos na Fórmula 1, sem outro nome nascido no Nordeste no grid.
Passagem curta pela F1 e atuação em outras categorias
A presença de Mackay-Fraser na Fórmula 1 aconteceu em 1957, temporada em que também esteve em outras frentes do automobilismo. Ele participou das 24 Horas de Le Mans e correu na Fórmula 2, que naquele período não funcionava como categoria de acesso à F1 nos moldes atuais.
Um dos relatos sobre sua performance veio de Phil Hill, campeão mundial de Fórmula 1 de 1961 e amigo próximo do piloto. Ao relembrar uma corrida, Hill afirmou: “Embora o carro dele tenha quebrado, Mac conseguiu se manter em quinto por algum tempo”.
A trajetória de Mackay-Fraser na principal categoria foi breve, mas o registro histórico permaneceu pela raridade do recorte regional. Mesmo com décadas de participação brasileira na Fórmula 1, nenhum outro piloto nordestino apareceu no campeonato até a projeção de Câmara para 2027.
Morte em Reims encerrou a carreira no mesmo ano
A carreira de Herbert Mackay-Fraser terminou ainda em 1957. Ele morreu em uma corrida de Fórmula 2 em Reims, na França, e foi enterrado no país.
Hill também relatou o impacto pessoal da perda. “Foi um choque terrível para mim, porque éramos amigos muito próximos”, disse o ex-campeão.
Mackay-Fraser participou do GP da França em julho de 1957, e sua morte ocorreu no mesmo ano em Reims. O intervalo até a estreia prevista de Rafael Câmara em 2027 fará com que a presença de pilotos nordestinos na Fórmula 1 volte a acontecer sete décadas depois.