Nascido em Recife e criado em Boa Viagem, Câmara começou a correr por influência de casa. “Meu tio também correu de kart, e eu, muitos anos depois, acabei entrando nessa carreira”, disse o piloto ao falar sobre a origem do vínculo com as pistas.
A referência mais antiga da família é a avó, Niege Rossiter, que competiu no automobilismo na década de 1960. Câmara a apontou como peça central dessa tradição: “Minha avó, Niege, foi a primeira corredora de Recife e também a pioneira da família.”
Formação na base e ligação com a Ferrari
Na etapa de desenvolvimento, Câmara passou pela Fórmula 4 italiana e conquistou o título da F4 dos Emirados Árabes Unidos. Ele mora em Milão por integrar a Academia de Pilotos da Ferrari, estrutura que faz parte de sua formação até a chegada à Fórmula 1.
O próprio piloto resume sua adaptação fora do Brasil de forma bem-humorada ao dizer que fala “dois idiomas e meio”: português, inglês e “meio” italiano. No universo da F1, ele também já indicou qual pista mais o atrai: Interlagos é seu circuito favorito, mesmo sem ainda ter corrido no traçado.
Curiosidades pessoais do novo piloto da Haas
Entre os aspectos pessoais revelados por Câmara, estão informações pouco comuns para um piloto em ascensão. Ele convive com astigmatismo e miopia, com graus de 2,75 e 2,50, respectivamente, e também contou que tirou a CNH na primeira tentativa.
Fora do automobilismo, Câmara é torcedor do Sport Club do Recife e disse ter gosto musical variado. “Sou eclético, mas o João Gomes é um dos meus artistas favoritos”, afirmou.
Ao falar sobre a rotina longe das pistas, Câmara afirmou que prefere programas simples no tempo livre: “Gosto de passar tempo com as pessoas de quem eu gosto.” Ele também listou uma preferência bem específica fora do esporte: “Eu não gosto de água com gás.”