O ponto central da análise foi a decisão de Hamilton de não parar durante um período de safety-car. Para Chandhok, o episódio expôs um ruído entre piloto e equipe em um momento decisivo da prova. “A confiança já está começando a ficar abalada”, afirmou.
Depois da corrida, Hamilton pediu desculpas à Ferrari. O pedido veio em um fim de semana em que sua prova já havia sido condicionada por uma estratégia diferente da adotada pelos rivais diretos na frente do pelotão.
Escolha no safety-car virou foco da discussão
Na leitura de Chandhok, o momento do safety-car foi o mais simbólico da corrida de Hamilton. O comentarista apontou que o heptacampeão preferiu seguir sua própria avaliação em vez de acompanhar a orientação estratégica naquele trecho da prova.
“Ele decidiu não confiar na decisão deles”, disse Chandhok ao comentar a opção de Hamilton de permanecer na pista. A consequência prática foi que o britânico não conseguiu se recolocar na disputa pelas primeiras posições e fechou a corrida apenas em sexto.
Largada com pneus médios também entrou na conta
Chandhok também criticou a construção da corrida antes mesmo do safety-car. Hamilton foi o único entre os sete primeiros colocados do grid a largar com pneus médios e, por isso, acabou sendo o primeiro desse grupo a ir aos boxes.
“Eles colocaram ele na pista com pneus médios”, resumiu Chandhok ao tratar da escolha da Ferrari. A opção deixou Hamilton em uma situação estratégica diferente da dos concorrentes mais próximos já na primeira parte da prova.
O contraste interno também apareceu no resultado final. Enquanto Hamilton terminou fora do pódio, Leclerc converteu a corrida em segundo lugar. A combinação entre a largada com médios, a parada antecipada e a decisão de não entrar durante o safety-car formou o quadro que levou Chandhok a apontar desgaste na confiança entre o piloto e a Ferrari.
































