A discussão ganhou força em meio à chegada dos motores de 2026, que combinam um V6 turbo de combustão com uma contribuição elétrica de cerca de 50%. Dentro desse contexto, Alonso defendeu adaptação ao momento tecnológico da F1 e ao que chamou de mudanças do próprio mundo.
“Acho que o mundo mudou. […] Talvez esse tipo de tecnologia não se encaixe no mundo atual”, disse Alonso.
Alonso contrapõe nostalgia e adaptação tecnológica
A fala do espanhol vai na direção oposta da nostalgia que costuma cercar os antigos motores aspirados. Sem rejeitar o passado da categoria, Alonso indicou que a Fórmula 1 precisa seguir o contexto atual da indústria e da tecnologia.
“Acho que temos que estar satisfeitos e nos adaptar ao mundo”, afirmou o piloto da Aston Martin Racing ao comentar o equilíbrio entre a parte de combustão e a elétrica nos carros.
A FIA, presidida por Mohammed Ben Sulayem, tem planos para uma arquitetura de oito cilindros com combustíveis sustentáveis e menor contribuição elétrica no futuro. Ainda assim, Alonso ponderou que a mudança precisa ser observada à luz da realidade atual da categoria.
Piloto relembra outra era da gestão de motores
Ao tratar da evolução técnica da Fórmula 1, Alonso também citou como o gerenciamento das unidades mudou ao longo das últimas décadas. A comparação ajuda a explicar por que ele vê o debate atual de forma diferente de quem avalia apenas o apelo sonoro ou a memória de fases anteriores do campeonato.
“Quando comecei, trocávamos de motor”, lembrou Alonso, ao falar sobre a forma como o uso dos propulsores era tratado em sua chegada à F1.
Os planos discutidos pela FIA apontam para o retorno dos V8 entre 2030 e 2031, enquanto o regulamento de 2026 será baseado em um V6 turbo de combustão com participação elétrica próxima de 50%.