Naquele fim de prova, Max Verstappen superou Lewis Hamilton e garantiu o campeonato de 2021. O episódio ficou marcado pelo procedimento adotado após o acidente de Nicholas Latifi, quando a direção de prova inicialmente não permitiria que os carros recuperassem a volta perdida.
Horner relata cobrança direta a Masi na reta final
No livro, Horner escreve que não concordou com a decisão inicial. “Eu não conseguia entender a decisão”, afirmou, ao se referir ao tratamento dado aos retardatários durante o período de safety-car.
Segundo o dirigente, ele se manifestou diretamente a Masi para que a corrida voltasse a andar. “Vamos lá, Michael, precisamos retomar a corrida”, disse Horner no relato. Em outro trecho, ele também defende qual deveria ser o procedimento naquele momento: “Os retardatários deveriam poder recuperar a volta”.
As declarações publicadas no livro tratam da visão de Horner sobre os acontecimentos daquela corrida e de como a Red Bull avaliava a situação enquanto a direção de prova definia o procedimento para a relargada.
Decisão sobre os retardatários mudou o cenário para a volta final
De acordo com os fatos relatados, as equipes não poderiam pedir inicialmente que os carros recuperassem a volta perdida. Depois, Masi permitiu que cinco carros que estavam entre Hamilton e Verstappen recuperassem a volta.
Essa liberação reorganizou o pelotão justamente entre os dois candidatos ao título e abriu a possibilidade de uma volta final em disputa direta. Verstappen, que tinha pneus mais frescos, ultrapassou Hamilton na última volta e ficou com o campeonato.
O relato de Horner concentra a controvérsia no intervalo entre a decisão inicial de não permitir a recuperação de volta e a mudança posterior autorizada por Masi para aqueles cinco carros posicionados entre Hamilton e Verstappen.