O gatilho para o VSC foi a parada do Cadillac de Valtteri Bottas. Com o ritmo controlado pelo procedimento, Hamilton perdeu duas voltas de ataque justamente no momento em que se aproximava de Verstappen. A intervenção acabou preservando a posição do holandês, que confirmou lugar no pódio.
Mekies avaliou que Verstappen seguraria a posição sem a neutralização
Depois da corrida, Laurent Mekies, chefe da Red Bull, avaliou que Verstappen conseguiria se defender mesmo sem a interrupção. “Acho que o Max teria segurado o Lewis”, afirmou ao analisar a reta final da prova.
Verstappen, porém, fez leitura diferente do que estava acontecendo antes do VSC. Em entrevista à ViaPlay, o piloto respondeu de forma direta ao ser perguntado sobre o impacto da neutralização: “Com certeza, isso é claro. Sim, porque o Lewis estava chegando muito rápido.”
A divergência entre piloto e chefe de equipe surgiu num contexto objetivo de pista: faltavam apenas cinco voltas para o fim quando a corrida foi neutralizada, e Hamilton vinha reduzindo a distância para tentar o ataque nas voltas decisivas.
Hamilton apontou outro momento como decisivo na corrida
Hamilton não entrou no debate sobre se conseguiria ou não ultrapassar Verstappen sem o VSC. Ao falar sobre a própria prova, preferiu destacar que o resultado, para ele, começou a ser definido antes da neutralização do fim.
“Para ser sincero, o VSC não foi o ideal, mas senti que a corrida foi realmente perdida nas duas primeiras voltas”, disse o piloto à Sky Sports.
Na prática, a intervenção reduziu a possibilidade de pressão final sobre Verstappen, mas Hamilton indicou que o ponto central de sua corrida estava no começo da prova. Ainda assim, a diferença na bandeirada ficou em apenas 1s1, depois de duas voltas em que o VSC impediu a sequência do ataque.
































