O peso daquele TL3 aumentou depois do que aconteceu no restante do fim de semana. Russell foi o mais rápido no Q1, no Q2 e no Q3, conquistou a pole, venceu a corrida liderando todas as voltas e ainda registrou a volta mais rápida. O conjunto garantiu a ele um Grand Chelem, mas não a versão ainda mais rara da sequência completa.
O que Russell precisava para completar o “Super Grand Chelem”
Para atingir o chamado “Super Grand Chelem”, Russell precisava não só dominar classificação e corrida, mas também fechar os três treinos livres com o melhor tempo. Como Verstappen liderou o TL3, o britânico parou a uma sessão da marca.
Na prática, essa combinação reúne todos os melhores tempos dos treinos livres, os três segmentos da classificação, além de pole, vitória, liderança em todas as voltas e volta mais rápida na corrida. Russell cumpriu toda a parte de classificação e prova, mas a marca de Verstappen no sábado de manhã tirou a possibilidade da sequência perfeita.
Sequência é raríssima e Hamilton segue como referência
Desde 2006, esse roteiro completo é tratado como algo extremamente incomum. A referência citada para a realização da sequência é Lewis Hamilton, que conseguiu o feito no GP da Itália de 2015.
Outro caso lembrado é o de Daniel Ricciardo em 2018, no GP de Mônaco. Naquela ocasião, Ricciardo fez a pole, venceu e liderou todas as voltas, mas não completou a combinação total exigida para o “Super Grand Chelem”.
No Azerbaijão, a diferença entre Russell e a marca histórica ficou restrita ao TL3. Verstappen foi o mais rápido com 1min43s922, e Russell fechou a sessão em 1min44s021, resultado suficiente para impedir uma estatística que continua praticamente intocada na Fórmula 1.
































