Hamilton largou em quarto e tentou passar Leclerc na curva 1. Apesar da perda de terreno do britânico, os comissários decidiram não investigar o incidente entre os dois pilotos da Ferrari.
Leclerc admitiu que foi agressivo demais
Ao comentar a conversa interna após a corrida, Vasseur relatou a avaliação do próprio Leclerc sobre o lance. “Charles, depois da discussão, disse: ‘Fui agressivo demais’”, afirmou o chefe da Ferrari.
Vasseur também explicou qual foi a leitura da equipe depois do contato inicial. Segundo ele, Leclerc precisa oferecer mais espaço ao companheiro quando os dois estiverem lado a lado. Ao mesmo tempo, o dirigente indicou que não pretende impedir uma abordagem franca entre os pilotos e o time. “Não estou pedindo que eles deixem de ser abertos ou duros”, disse.
Na avaliação de Vasseur, a condução desse tipo de disputa passa mais por princípios básicos de corrida do que por uma cartilha detalhada para confrontos internos na pista.
Hamilton falou em falta de diretrizes internas
Depois da prova, Hamilton afirmou que a Ferrari não tinha “regras de engajamento” entre seus pilotos. No contexto da Fórmula 1, a expressão se refere às orientações que uma equipe estabelece para definir como companheiros devem agir quando disputam posição entre si.
Mais tarde, Hamilton afirmou que parte de sua mensagem foi interpretada de forma desproporcional. “Fred, 80% da minha mensagem foi positiva, e pegaram os 20% negativos”, disse o piloto ao comentar a repercussão de suas declarações.
Vasseur recebeu apoio de Wolff
A forma como a Ferrari administrou o episódio também gerou debate fora da equipe. Toto Wolff, chefe da Mercedes, saiu em defesa de Vasseur ao comentar a dificuldade de comandar uma dupla que disputa espaço na pista ao mesmo tempo em que representa os interesses do mesmo time. “Ele precisa manter um equilíbrio difícil”, afirmou Wolff.