“Em 2017, o Sergio não estava bem na Malásia”, afirmou Szafnauer. Ao explicar o problema, o ex-dirigente acrescentou: “Isso era completamente contra as regras antidoping.”
Calor de Sepang agravou o quadro no fim de semana
O caso aconteceu em Sepang, pista marcada por calor e umidade que a colocavam entre as provas mais exigentes fisicamente do calendário. Foi nesse contexto que Pérez, doente, acabou submetido ao tratamento por via intravenosa citado por Szafnauer.
Na Fórmula 1, os pilotos passam por testes antidoping aleatórios ao longo da temporada, e a regra mencionada no episódio envolvia justamente o uso desse tipo de procedimento. Szafnauer relatou que tentou encontrar uma saída ao tomar conhecimento da situação. “Pensei: ‘Tenho a solução’”, disse.
Incidente não impediu sequência de Pérez na categoria
Pérez havia chegado à Force India em 2014, depois de perder sua vaga na McLaren, e permaneceu na equipe por sete temporadas antes de se transferir para a Red Bull em 2021. O episódio de 2017, apesar do risco regulatório, não interrompeu sua trajetória na Fórmula 1.
O piloto soma 296 largadas na categoria e está perto de entrar no grupo dos competidores com 300 GPs disputados. Ao alcançar essa marca, também superará as 299 largadas de Sebastian Vettel.
Fórmula 1 não teve piloto ativo banido por doping
Segundo as informações citadas sobre o tema, nenhum piloto em atividade na Fórmula 1 chegou a ser banido por doping. Em outras categorias do esporte a motor, porém, houve punições relevantes: Andrea Iannone, na MotoGP, falhou em um teste antidoping em 2019 e recebeu inicialmente suspensão de 18 meses, depois ampliada para quatro anos.
A Malásia, palco do episódio envolvendo Pérez, voltará ao calendário da Fórmula 1 nove anos depois, em uma temporada de 2027 que terá 34 corridas no total, incluindo as provas sprint.