Antonelli se tornou apenas o terceiro piloto na história da categoria a vencer saindo de fora do top 18 do grid. Antes dele, só Bill Vukovich, em 1954, e John Watson, em 1983, haviam conseguido esse tipo de reação. Ainda assim, Stella tratou o resultado como menos improvável do que pareceu à primeira vista, porque o ritmo já aparecia nas simulações de corrida e o piloto da Mercedes já brigava pela liderança com George Russell na volta 18.
“Primeiro, parabéns ao Kimi Antonelli”, disse Stella. Na sequência, ao comentar a prova em Monza, acrescentou: “Talvez tenha ficado fácil demais, olhando para a corrida de hoje.”
Chefe da McLaren liga recuperação ao perfil técnico da F1 atual
A observação de Stella apareceu junto de um contexto técnico citado após a corrida: a atual geração de unidades de potência tem facilitado mais as ultrapassagens. Em Monza, isso ganhou peso extra porque Antonelli largou da parte de trás do grid e ainda assim entrou na disputa pela ponta antes mesmo da metade inicial da prova.
Stella também definiu a corrida como um espetáculo, mas ressaltou que a disputa teve momentos de tensão. “Foi um espetáculo e certamente muito divertido, mas em alguns momentos também tenso”, afirmou o dirigente da McLaren.
McLaren limitou perdas em uma pista em que esperava sofrer mais
O resultado veio em um fim de semana no qual a McLaren já projetava um desempenho mais difícil por se tratar de uma pista de potência. A equipe vinha de duas vitórias seguidas com Lando Norris, mas terminou a etapa italiana fora do pódio, com Norris em quarto e Oscar Piastri em quinto.
Mesmo sem repetir os triunfos das duas corridas anteriores, a McLaren reduziu para 59 pontos a diferença para a Ferrari no campeonato de construtores. No Mundial de Pilotos, Piastri saiu da prova 96 pontos atrás do líder, o próprio Antonelli.