A declaração foi relatada por David Coulthard no podcast Up To Speed, ao relembrar um briefing da equipe. Segundo ele, Stella disse que “o circuito estava cinco segundos mais lento do que as nossas simulações”. Na versão atribuída diretamente ao chefe da McLaren, a avaliação foi de que a equipe estava “cinco segundos mais lenta do que as nossas simulações”.
O dado aumentou a preocupação interna depois de duas etapas em que o potencial do MCL40 já vinha sendo colocado em dúvida. Após as corridas em Baku e Sepang, a McLaren passou a questionar mais abertamente o comportamento do carro, e a passagem pela Malásia não trouxe resposta positiva.
Classificação já havia mostrado distância para a frente
Os sinais apareceram ainda na classificação. Norris garantiu o sexto lugar no grid, com Piastri em sétimo, e os dois ficaram a seis décimos de Max Verstappen. Na corrida, Piastri foi o melhor piloto da McLaren, mas não conseguiu acompanhar o ritmo dos carros mais rápidos ao longo do fim de semana.
Embora Stella tenha relacionado a diferença às simulações, a própria leitura sobre o desempenho não se limita necessariamente às condições do traçado. O MCL40 segue sob análise mais ampla da equipe, que tenta entender por que o rendimento visto em pista ficou tão distante do projetado.
Norris também convive com problema ainda sem explicação
Além da queda de desempenho geral, Norris atravessa uma dificuldade específica no próprio carro. A McLaren ainda não identificou a origem de um “gremlin”, termo usado para descrever uma falha persistente que afeta o comportamento do equipamento.
O fim da corrida ainda trouxe um susto interno, quando Norris quase bateu em Piastri durante um safety car nas voltas finais. O episódio aconteceu em uma prova em que os dois já vinham com dificuldades para transformar as posições de largada em disputa mais próxima das equipes da frente.
Antes da próxima etapa, em Singapura, a Red Bull aparece a apenas 18 pontos da McLaren na briga entre as equipes.