A Aston Martin caiu para a parte de trás do pelotão neste ano, e tanto ela quanto a Cadillac têm encontrado dificuldades para se aproximar do meio do grid. Nesse contexto, o debate sobre a eficácia do ADUO ganhou força.
Steiner diz que ADUO não resolve a principal limitação
Ao comentar a situação da Aston Martin, Steiner foi direto ao separar o regulamento de desenvolvimento do problema técnico central. “O ADUO não é o problema ali. Nós sabemos qual é o problema”, disse.
Na mesma linha, ele afirmou que a solução depende da própria fabricante japonesa: “A Honda precisa resolver sozinha a situação do seu motor.”
Steiner ainda minimizou o potencial do ADUO para mudar o cenário da equipe: “Mesmo que você dê a eles 20% de ADUO, eles não vão avançar.”
Honda ainda enfrenta adaptação ao regulamento atual
O pano de fundo da crítica é a dificuldade da Honda na transição para o regulamento mais recente da Fórmula 1. Steiner chegou a comparar a unidade de potência da marca a uma “bomba de ar”, em referência à limitação de desempenho percebida nesse processo de adaptação.
O ADUO foi concebido justamente para oferecer oportunidades adicionais de desenvolvimento e atualização a equipes que ficaram para trás. Ainda assim, a avaliação feita por Steiner é que esse recurso não altera o quadro da Aston Martin enquanto a questão do motor continuar sem solução.
A discussão surge depois de uma fase em que a Aston Martin não conseguiu transformar esse mecanismo regulatório em ganho real de competitividade, mantendo a equipe distante do grupo intermediário mesmo com a intenção de o sistema encurtar a diferença para a frente do grid.