Hoje, Bearman aparece em 13º no campeonato, com 23 pontos, em um ano em que o VF-26 não tem sido capaz de pontuar de forma consistente. Ao mesmo tempo, o contrato do piloto termina em 2027, o que mantém em aberto a discussão sobre o passo seguinte da carreira justamente num momento em que a vaga desejada parece distante.
Ferrari tem portas fechadas no curto prazo
A principal barreira para Bearman é a falta de espaço na Ferrari. Charles Leclerc assinou um novo contrato, e Lewis Hamilton tem, segundo a publicação, um acordo até 2028. Na prática, qualquer chance de Bearman dependeria de uma mudança nos planos envolvendo Hamilton, ponto tratado como incerto.
Steiner defendeu que o piloto não pode ficar preso apenas a essa espera. “Ele precisa ir para algum lugar só para elevar o nível dele”, afirmou, ao comentar o que Bearman deveria buscar para o futuro.
A avaliação parte também do contexto esportivo atual da Haas. Sem um carro capaz de frequentar a zona de pontos com regularidade, Bearman tem poucas oportunidades de fortalecer sua candidatura a uma vaga em equipe de ponta apenas pelos resultados de curto prazo.
Contrato até 2027 deixa próxima decisão em aberto
Além de a Ferrari ter sua dupla encaminhada, Bearman chega a 2027 sabendo que estará no último ano de contrato. Isso faz com que a temporada tenha peso importante para o rumo da carreira, sobretudo se a permanência na Haas não vier acompanhada de um salto de competitividade.
Steiner também falou sobre a necessidade de Bearman conduzir a própria trajetória com mais independência. “Eu preferiria ser meu próprio agente a ser um piloto da Ferrari”, disse, em referência à ideia de não organizar toda a carreira em função de uma promessa futura.
Outro elemento citado para 2027 é a concorrência interna e externa por espaço. Rafael Câmara pode ganhar terreno nessa disputa se entregar desempenho melhor na Haas ao longo da próxima temporada, criando mais pressão sobre Bearman num momento em que a porta da Ferrari segue condicionada ao futuro de Hamilton.